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O Mistério da Estrada de Sintra

Eça de Queiroz e Ramalho Ortigão · Trinca Literária · 232 p.

Sobre

Dois cavalheiros voltam de Sintra quando são interceptados por homens mascarados, vendados e levados a uma casa desconhecida — onde os espera um cadáver. O relato chega ao Diário de Notícias em cartas anônimas, e Lisboa inteira passa a discutir o caso como se fosse real. Esse é o jogo de O Mistério da Estrada de Sintra: um crime narrado em tempo real, por vozes que se contradizem, para uma cidade que caiu na história.

Em 1870, Eça de Queiroz e Ramalho Ortigão eram dois jovens escritores dispostos a sacudir a vida literária portuguesa — e conseguiram. Escrevendo a quatro mãos e publicando as cartas como folhetim anônimo no jornal, antes de o texto virar livro, os dois provocaram uma das maiores polêmicas literárias do século XIX: leitores divididos entre os que investigavam o crime por conta própria e os que farejavam, desde o início, uma farsa muito bem armada.

É o primeiro romance policial da literatura portuguesa e a estreia de Eça na ficção — antes de O Crime do Padre Amaro, antes de Os Maias, o futuro maior romancista do idioma começou aqui, armando um mistério em parceria. O livro também é um experimento de mídia espantosamente moderno: uma ficção criminal vendida como notícia, um século antes de esse tipo de jogo virar moda.

A edição da Trinca traz o texto em 232 páginas, com projeto gráfico colecionável — sem tradução, porque o original já é nosso: o português afiado do século XIX, com toda a ironia que faria a fama de Eça. O volume integra a TRINCA.02 — Histórias Policiais Lusófonas, ao lado dos contos policiais de Fernando Pessoa e do romance resgatado de Hipólito Machado, e agora sai também avulso.

Ficha técnica

Autor
Eça de Queiroz e Ramalho Ortigão
Páginas
232
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