A Sangue e Fogo
Manuel Chaves Nogales · Trinca Literária · 224 p.
Sobre
Milicianos, aviadores, carcereiros, prisioneiros: onze contos, onze destinos arrastados pela Guerra Civil Espanhola. Manuel Chaves Nogales escreveu A Sangue e Fogo enquanto o conflito ainda ardia, partindo de episódios e figuras reais que testemunhou como jornalista. Não é romance histórico escrito com décadas de distância — é ficção feita com o material ainda quente, por alguém que viu de perto o que a guerra faz com gente comum dos dois lados da trincheira.
Nogales era um dos jornalistas mais respeitados da Espanha, vencedor do prêmio Mariano de Cavia e diretor de um dos grandes jornais de Madri. Republicano sem partido, recusou-se a fazer propaganda de qualquer um dos lados — e por isso teve que deixar o país, escrevendo estes contos no exílio. No prólogo, resumiu a posição que lhe custou tudo: contra a estupidez e a crueldade, viessem de onde viessem.
Esquecido por décadas — a Espanha do pós-guerra não tinha lugar para quem não escolhera lado —, Chaves Nogales foi redescoberto e hoje é lido como um dos grandes autores sobre a Guerra Civil. A Sangue e Fogo é seu livro mais celebrado: reportagem elevada a literatura, sem heróis de cartaz nem vilões de caricatura. E permanecia inédito no Brasil até esta edição da Trinca chegar às suas mãos.
A tradução é de João Batista Fernandes Filho, feita pela Trinca a partir do original espanhol A sangre y fuego — a primeira edição brasileira da obra. São 224 páginas no projeto gráfico colecionável da coleção. O volume integra a TRINCA.07 — As Grandes Guerras do Homem, ao lado de Um Pouco de Ar, Por Favor! e Piloto de Guerra, e agora sai também avulso, para quem quer conhecer o achado da curadoria.
Ficha técnica
- Autor
- Manuel Chaves Nogales
- Tradutor
- João Batista Fernandes Filho
- Título original
- A sangre y fuego
- Páginas
- 224