Os Ladrões de Val de Buia
Hipólito Machado · Trinca Literária · 136 p.
Sobre
No interior do Rio Grande do Sul, um bando de ladrões mascarados aterroriza as colônias italianas: assaltos em série, rastros que se apagam, ninguém confiável. Entra em cena Ipepo Quieda, detetive veterano de guerra, que aceita seguir a trilha do bando — e descobre que o caso de Val de Buia é bem maior do que parece. A caçada atravessa reviravoltas até um acerto de contas que ninguém no vilarejo via chegando.
José Hipólito Flores Machado publicou o romance em 1920, quando o policial ainda engatinhava no Brasil e o gênero era, na prática, coisa importada — lida em tradução, ambientada em Londres ou Paris. Depois disso, o livro simplesmente sumiu: passou um século praticamente desaparecido do mercado, sem reedições, conhecido só de pesquisadores e caçadores de raridades — até este resgate da Trinca, que o devolve às estantes brasileiras.
Os Ladrões de Val de Buia é considerado o primeiro romance policial brasileiro de autoria individual — o momento em que o gênero ganhou paisagem, sotaque e um detetive nacionais. Em vez de Londres ou Paris, a serra e as colônias do Sul; em vez do investigador de gabinete, um veterano que resolve o caso no terreno. É uma peça que faltava na história do policial em português.
A edição da Trinca traz o texto em 136 páginas, com o projeto gráfico colecionável que dá identidade à coleção — sem tradução, porque o original é brasileiro de nascença. O volume fecha a TRINCA.02 — Histórias Policiais Lusófonas, ao lado do romance de estreia de Eça de Queiroz e dos contos de Fernando Pessoa, e agora sai também avulso, na primeira edição acessível ao leitor comum em um século.
Ficha técnica
- Autor
- Hipólito Machado
- Páginas
- 136