O sino e o relógio – uma antologia do conto romântico brasileiro – Acervo 14
Apolinário Porto Alegre, Bernardo Guimarães, Casimiro de Abreu, Corina Coaracy, Escolástica P. de L., Fagundes Varela, Flávio d’Aguiar, Francisco de Paula Brito, Franklin Távora, Gentil Braga, J. F. de Meneses, João Manuel Pereira da Silva, Joaquim Manuel de Macedo, Joaquim Norberto de Sousa e Silva, José de Alencar, Josino do Nascimento Silva, Justiniano José da Rocha, Luís Guimarães Júnior, Machado de Assis, Maria Firmina dos Reis, Martins Pena, Nísia Floresta, Visconde de Taunay · Carambaia · 2022 · brochura · 384 p.
Sobre
Joaquim Maria Machado de Assis é autor de uma produção vasta e diversificada que inclui poemas, peças teatrais, crítica, crônicas, contos e romances. Hoje talvez mais conhecido e celebrado como o autor de Memórias póstumas de Brás Cubas (1881), Quincas Borba (1891) e Dom Casmurro (1899), estreou antes no conto do que no romance. O domínio técnico da narrativa breve o coloca entre os grandes renovadores do gênero no século XIX, ao lado de Edgard Allan Poe, Anton Tchékov e Guy de Maupassant.
José Martiniano de Alencar é um dos nomes mais representativos do Romantismo brasileiro, tido como fundador do romance nacional, realizado por ele dentro das diversas modalidades que o gênero assumiu no período: o romance indianista, o histórico, o urbano, o regional etc. Alencar foi também cronista, dramaturgo, memorialista e polemista, além de ter tido participação ativa na política do Segundo Reinado.
Maria Firmina dos Reis foi escritora e contista, reivindicada como precursora, pela autoria do primeiro romance escrito por uma mulher no país, Úrsula. O reconhecimento dessa posição inaugural na tradição é resultado do revisionismo do cânone literário proposto pela crítica feminista.
Casimiro José Marques de Abreu é, sobretudo, lembrado como poeta. O autor de Primaveras é um dos principais nomes da chamada segunda geração romântica no Brasil. Das incursões do poeta pela prosa, e em particular pela narrativa breve, destacam-se os contos Camila – Memórias duma viagem e Carolina
Alfredo Maria Adriano d’Escragnolle Taunay, o Visconde de Taunay, destacou-se, entre outras atividades, como escritor e historiador. É autor de "Inocência", além de lembrado pelo relato histórico A retirada da Laguna e por outras obras em gêneros diversos, inclusive narrativas breves, como em Histórias brasileiras, livro no qual encontra-se uma história celebrada por críticos de diferentes filiações: Irecê, a guaná.
Nísia Floresta Brasileira Augusta, pseudônimo de Dionísia Pinto Lisboa, foi pioneira na educação feminina no Brasil e teve destacado protagonismo como jornalista, escritora e poeta. Além da militância em prol dos direitos femininos, defendeu ideais abolicionistas e republicanos.
Joaquim Norberto de Sousa e Silva foi escritor, poeta, crítico literário e historiador. Colaborou em vários periódicos e na Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, órgão do qual chegou a ser presidente. Sua contribuição mais decisiva foi na crítica e na história da literatura, por seus estudos, memórias e edições anotadas de autores brasileiros.
Apolinário José Gomes Porto Alegre foi um importante historiador, poeta e escritor gaúcho. Em sua extensa obra, destacam-se volumes de narrativas breves, como Paisagens, O crioulo do pastoreio (lenda) e A tapera. Além da produção recolhida em livro, são vários os registros de escritos de sua autoria em periódicos.
João Manuel Pereira da Silva foi político, historiador e escritor. Filho de abastados comerciantes portugueses, estudou Direito em Paris e, ao retornar ao Brasil, entregou-se à ficção, sobretudo à narrativa histórica, algumas publicadas em jornais da época, como o Jornal do Commercio. Atuou como deputado por sua província, vinculado ao Partido Conservador. Sua contribuição para a historiografia literária brasileira se deu com a publicação do "Parnaso brasileiro".
Justiniano José da Rocha foi político, jornalista e tradutor. Seu nome está associado ao início da prosa ficcional no país e ao Romantismo. No jornalismo, sobressaiu sua índole panfletária, evidenciada em Ação, reação, transação. Fundou em 1836 o periódico O Cronista, em conjunto com Josino do Nascimento Silva. Seu nome entrou para a história oficial da imprensa do Império como jornalista maior, embora tenha sido tachado por seus críticos como porta-voz conservador, de pena alugada.
O maranhense Gentil Braga, ou Flávio Reimar (pseudônimo), foi poeta e escritor, geralmente mais lembrado pelo poema "Clara verbena", mas foi um autor de extremo talent
Ficha técnica
- Autor
- Apolinário Porto Alegre, Bernardo Guimarães, Casimiro de Abreu, Corina Coaracy, Escolástica P. de L., Fagundes Varela, Flávio d’Aguiar, Francisco de Paula Brito, Franklin Távora, Gentil Braga, J. F. de Meneses, João Manuel Pereira da Silva, Joaquim Manuel de Macedo, Joaquim Norberto de Sousa e Silva, José de Alencar, Josino do Nascimento Silva, Justiniano José da Rocha, Luís Guimarães Júnior, Machado de Assis, Maria Firmina dos Reis, Martins Pena, Nísia Floresta, Visconde de Taunay
- Idioma original
- Português
- ISBN
- 9786586398458
- Ano
- 2022
- Páginas
- 384
- Formato
- Brochura
- Dimensões
- 13 x 20 x 2,5 cm
- Acabamento
- Brochura com orelhas e cinta
- Projeto gráfico
- Bloco Gráfico