Decolonizar o museu – Programa de desordem absoluta
Françoise Vergès · Ubu Editora · brochura · 272 p.
Sobre
O que é o museu? Espaço de refinamento de nossas sensibilidades artísticas? Patrimônio cultural da humanidade, onde os mais valiosos tesouros do mundo são preservados e expostos? Para a cientista política e ativista decolonial Françoise Vergès, não é nada disso. Pelo contrário: o modelo de museu que temos hoje é um atestado da pilhagem e destruição promovida pelas potências coloniais.
Ao longo de cinco capítulos redigidos em estilo ensaístico e repletos de referências concretas, Vergès traça a gênese do “museu universal” até o século xviii, auge do sistema escravista e marco do Iluminismo europeu. Com isso, a autora revela o museu não só como inventário dos artigos, saberes e até restos mortais saqueados de outros povos – muitas vezes à custa da sobrevivência e manutenção dos modos de vida desses mesmos povos – mas também como suposto símbolo da contribuição dos Estados colonialistas à educação e à proteção das riquezas de uma humanidade que se pretende universal.
Para a autora, o museu tal como o conhecemos é, acima de tudo, propaganda ideológica: ele esconde sua história de violência imperial justamente ao expô-la. Além disso, a própria hierarquia institucional dos museus e os fluxos de capital que eles estabelecem reproduzem a lógica capitalista e racializada que lhes deu origem. Cabe a nós aprender a enxergar o museu de outra forma e propor novos modelos e novas maneiras de interagir com o museu para combater o legado imperialista e escravocrata que hoje se faz tão presente.
Ficha técnica
- Autor
- Françoise Vergès
- Tradutor
- Mariana Echalar
- ISBN
- 9788571261266
- Páginas
- 272
- Formato
- Brochura
- Dimensões
- 14 x 21 cm