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Piloto de Guerra

Antoine de Saint-Exupéry · Trinca Literária · 144 p.

Sobre

Maio de 1940. A França desmorona sob o avanço alemão, e o piloto do grupo de reconhecimento 2/33 recebe uma missão que todos a bordo sabem ser quase suicida: sobrevoar Arras, em território já tomado pelo inimigo, para colher informações que provavelmente ninguém poderá usar. Piloto de Guerra é o relato desse voo — do frio na carlinga e dos instrumentos congelando aos pensamentos de um homem diante do absurdo da derrota.

Saint-Exupéry não inventou nada aqui: ele era esse piloto. Aviador pioneiro dos correios aéreos e escritor consagrado, voltou a voar pela França em 1939, já veterano, e viveu a missão que dá origem ao livro. Publicou Piloto de Guerra em 1942, no exílio americano, um ano antes de O Pequeno Príncipe — e desapareceu em voo, numa missão sobre o Mediterrâneo, em 1944.

Entre os livros de guerra do século XX, este é um dos raros escritos do ar. A técnica e a metafísica dividem a mesma página: altímetros, oxigênio rareando e, no meio disso, uma meditação sobre dever, sacrifício e o que faz um homem aceitar morrer por algo maior que ele. É o Saint-Exupéry mais denso — o pensador que O Pequeno Príncipe destilaria em fábula um ano depois.

A edição da Trinca traz tradução própria de Roberto Mallet a partir do original francês Pilote de guerre, em 144 páginas, no projeto gráfico colecionável da coleção. O volume integra a TRINCA.07 — As Grandes Guerras do Homem, ao lado de Um Pouco de Ar, Por Favor! e A Sangue e Fogo, e agora sai também avulso — uma leitura de um fôlego só, para fazer e refazer.

Ficha técnica

Autor
Antoine de Saint-Exupéry
Tradutor
Roberto Mallet
Título original
Pilote de guerre
Páginas
144
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