A Falência
Júlia Lopes de Almeida · Trinca Literária · 272 p.
Sobre
Francisco Teodoro ergueu uma fortuna no comércio de café do Rio de Janeiro e acredita que dinheiro é muro alto o bastante para proteger uma família. A crise do Encilhamento vai testar essa certeza — e, enquanto o império dele range, sua esposa Camila, sufocada por um casamento de fachada, encontra numa paixão proibida o ar que a casa não dá. A Falência acompanha a queda: dos negócios, das aparências, de tudo.
Júlia Lopes de Almeida foi uma das escritoras mais lidas do Brasil na virada do século e uma das primeiras a viver de literatura no país — romances, contos, crônicas, teatro. Seu nome chegou a ser cogitado na fundação da Academia Brasileira de Letras, que preferiu nascer sem mulheres. Publicou A Falência em 1901, no auge da carreira, e o livro é amplamente considerado a sua obra-prima.
Poucos romances brasileiros trataram o dinheiro com tanta precisão: A Falência disseca a especulação do Encilhamento, o crédito fácil, a ostentação e o colapso com um olhar que lembra Eça de Queirós — mas com o Rio de Janeiro inteiro dentro. E, no retrato de Camila, expõe o casamento burguês como contrato de aparências. É realismo do melhor tipo: o que explica uma época e continua explicando a nossa.
A edição da Trinca traz o texto integral em 272 páginas — o volume mais encorpado do box —, com projeto gráfico colecionável. Escrito originalmente em português, o romance dispensa tradução: é a prosa de Júlia Lopes de Almeida tal como saiu em 1901. A Falência integra a TRINCA.05 — Escritoras Brasileiras, ao lado de Úrsula e A Luta, e agora sai também avulso.
Ficha técnica
- Autor
- Júlia Lopes de Almeida
- Páginas
- 272
