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A Luta

Carmen Dolores · Trinca Literária · 136 p.

Sobre

Celina fez tudo o que mandaram fazer: casou, obedeceu, sorriu nas visitas. Agora vive espremida entre um marido indiferente e uma sogra que vigia cada gesto seu — e uma pergunta começa a crescer por dentro: por que a vida de uma mulher precisa ser isso? A Luta acompanha o embate entre o que Celina deseja e o que a família, a igreja e a sala de visitas esperam dela. O título não é metáfora.

Carmen Dolores era o pseudônimo de Emília Moncorvo Bandeira de Melo, cronista de enorme sucesso na imprensa carioca da virada do século, conhecida pela pena afiada contra os costumes do seu tempo. Escrevendo num Rio de Janeiro em que mulher letrada ainda era tratada como excentricidade, ela construiu nome, público e uma obra que discutia por dentro a vida das mulheres. Morreu em 1910; A Luta, seu grande romance, saiu postumamente no ano seguinte.

A Luta é um dos primeiros romances brasileiros a tratar a insatisfação de uma mulher casada não como escândalo, mas como questão — décadas antes de o assunto virar pauta. E é também um caso raro de livro que quase se perdeu: fora de catálogo por mais de um século, praticamente desaparecido das livrarias, voltou a circular pelo resgate da Trinca. Ler A Luta hoje é recuperar uma voz que a história literária engavetou.

A edição da Trinca traz o texto integral do romance em 136 páginas, com projeto gráfico colecionável que conversa com os demais volumes do catálogo. Escrito originalmente em português, o livro dispensa tradução: é a prosa de Carmen Dolores tal como o leitor de 1911 a conheceu. A Luta integra a TRINCA.05 — Escritoras Brasileiras, ao lado de Úrsula e A Falência, e agora sai também avulso.

Ficha técnica

Autor
Carmen Dolores
Páginas
136
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