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Criolo, Amaro e Dino

Criolo, Amaro e Dino · Clube Três Selos-Rocinante · lp

Sobre

Há quem diga que os encontros jamais são imprevisíveis. Ouvindo Criolo, Amaro & Dino, compreendemos que este encontro, cedo ou tarde, teria que acontecer. Criolo, que canta o Brasil como “uma janela de sol para o planeta escuridão”, afirma que se trata de mais do que apenas um disco, mas também de uma carta aberta para o mundo. Ou apenas um recorte em douradas filigranas, da potência do encontro e do amor maior entre três almas.

Criolo e Dino vinham cultivando a amizade e gravando vozes para um projeto de samba no estúdio Toca do Dragão, em Lisboa. Uma bela noite, enquanto gravavam vozes para um projeto de samba no estúdio Toca do Dragão, em Lisboa, Criolo pegou o celular e mandou um salve para Amaro Freitas, que também estava na capital portuguesa: “chega aí, estamos no estúdio”. O propósito do encontro, repentino, não era gravar um disco, mas apenas se sentirem bem. Para músicos como eles, é uma dádiva poder experimentar algumas horas de paz e comunhão em estúdio “com pessoas especiais cruzando o seu destino”, como ressaltou Criolo. Do encontro, surgiu uma composição/desabafo, “Esperança”, que virou single, clipe, e foi nomeada ao Grammy Latino. Tempos depois, ao sair da premiação em Las Vegas, o trio se tocou que aquela história não poderia terminar ali.

Musicalmente, o disco transborda fluidez, sem nenhuma rigidez ou hierarquia entre soul, rap, jazz, funk, eletrônica, coco, maracatu, ecos do movimento armorial, morna, coladeira e funaná, entre outros gêneros. Em comum, a celebração à liberdade, à amizade e à ancestralidade. O resultado é profundo, fruto de uma intensa identificação entre pessoas que se encontram e fazem música de forma pura e espontânea — não por necessidade ou pressão.

Surge daí um paradoxo interessantíssimo entre complexidade e leveza, típico de quem entra em estúdio sem grandes premeditações, levando apenas o cuidado para que tudo se mantenha da forma mais leve e natural possível.

Também percebemos a irmandade e o afeto entre Criolo, Amaro e Dino nos textos, que expressam a herança da diáspora africana. Essa dimensão diaspórica e a noção de Atlântico negro dialogam perfeitamente com temas atuais, como a crise climática e a indignação seletiva global. Tanto na música como no texto, fronteiras geográficas e temporais são derrubadas pelo trio.

Esta edição do mês do clube de assinatura Três Selos Rocinante é em vinil Azul 140 gramas, inclui foto, adesivos, pôster, encarte com letras e texto do jornalista Bento Araujo, autor da série de livros Lindo Sonho Delirante.

*A cor do disco está sujeita a oscilações devido ao processo de fabricação **Imagens meramente ilustrativas

Tracklist

Lado A

A1. Você Não Me Quis (feat. As Clarianas)

A2. Menina do Coco do Carité (feat. As Clarianas)

A3. Seka

A4. E se os Livros Fossem Líquidos?(Poeta Fora da Lei Pt II)

A5. Mama AFRIKA

Lado B

B1. Ela É Foda

B2. Anoitecer

B3. Fogo Lento

B4. No Vento de Nós

B5. Passaredo (Interlúdio)

B6. Amazônia (A-i’ahu) (feat. Dora Sanches)

B7. Hoje Eu Vi Você

Ficha técnica

Artista
Criolo, Amaro e Dino
Gravadora
Três Selos / Rocinante
Formato
LP
Cor do vinil
Azul
Gramatura
140 g
Acompanha
Foto, adesivos, pôster, encarte com letras e texto do jornalista Bento Araujo, autor da série de livros Lindo Sonho Delirante
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