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Contos Policiais

Fernando Pessoa · Trinca Literária · 144 p.

Sobre

Abílio Quaresma é um médico sem clínica que resolve crimes sem sair do quarto: recebe os fatos, acende um cigarro e encadeia raciocínios até o caso não ter mais saída. É o "Decifrador" — o detetive que Fernando Pessoa criou quando decidiu levar a dedução policial ao limite, e que a polícia de Lisboa aprende a procurar quando os métodos comuns falham.

Pessoa foi leitor devoto de literatura policial a vida inteira, e escreveu esses contos ao longo de décadas sem publicá-los: ficaram guardados no espólio, no meio dos milhares de papéis que o poeta deixou, e só vieram a público depois de sua morte. É o mesmo autor de Mensagem e dos heterônimos — trabalhando num gênero que quase ninguém associa ao seu nome.

Os Contos Policiais revelam uma face desconhecida do maior poeta da língua portuguesa: o gênio da análise e da lógica aplicado ao crime. Enquanto o policial clássico corria atrás de pistas pelas ruas, Quaresma aposta tudo no raciocínio puro, resolvendo de poltrona o que os inspetores não resolvem em campo — uma radicalização do detetive de gabinete que faz destes contos uma peça única na literatura do gênero em português, e um capítulo à parte na obra de Pessoa.

A edição da Trinca traz o texto em 144 páginas, com o projeto gráfico colecionável que marca toda a coleção — aqui não há tradução, porque Pessoa escreveu os contos em nosso idioma, e é essa prosa que você lê. O volume integra a TRINCA.02 — Histórias Policiais Lusófonas, ao lado do romance de estreia de Eça de Queiroz e do resgate de Hipólito Machado, e agora sai também avulso.

Ficha técnica

Autor
Fernando Pessoa
Páginas
144
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