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Arquipélago Gulag - Acervo 25

Aleksandr Soljenítsyn · Carambaia · 2023 · brochura · 688 p.

Sobre

Aleksandr Soljenítsyn nasceu em dezembro de 1918 na cidade de Kislovodsk, entre os mares Negro e Cáspio, perto da fronteira da Geórgia, um ano depois da eclosão da Revolução Russa. Veio ao mundo enquanto a Primeira Guerra Mundial se encerrava e passou a primeira infância no fogo cruzado da Guerra Civil russa, que só terminaria com a vitória do Exército Vermelho em 1921. No dia 20 de dezembro de 1922, quando Lênin assinou a fundação da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, fazia pouco mais de uma semana que Aleksandr completara 4 anos de idade.

Soljenítsyn tinha origem social mujique (camponesa), não operária. Sua mãe, Taisiya, tinha ascendência ucraniana – uma das nacionalidades que menos aceitou o jugo soviético, considerado uma roupagem nova do velho imperialismo russo. O pai, Isaakiy, morto em um acidente de caça poucos meses antes do nascimento de Aleksandr, era um agricultor rico e oficial do extinto Exército czarista.

Soljenítsyn foi um estudioso do marxismo e admirador de Lênin até a idade adulta. Confessou que “durante muito tempo não quis conhecer nada além do marxismo”. Entretanto, nunca se entusiasmou com Stálin. Aliás, acompanhou de perto o caso do pai de um colega de escola, condenado de maneira fraudulenta durante os expurgos da década de 1930, desenvolvendo, assim, uma profunda e inextirpável suspeita para com o “czar vermelho”.

Apesar de formado em física e matemática pela Universidade de Rostov em 1941, nunca escondeu que sua paixão verdadeira era a literatura. Conciliou a graduação com alguns cursos à distância no Instituto de História, Filosofia e Literatura de Moscou. “De maneira incompreensível, desde os 8 ou 9 anos de idade, por algum motivo achava que devia ser escritor”, declarou. Desde muito jovem, sonhava em escrever uma epopeia sobre a Revolução, ao estilo do Guerra e paz, de Tolstói.

Seu rompimento definitivo com o governo socialista viria só na época da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Soljenítsyn foi convocado para o Exército Vermelho em 1941. Lutou a “guerra de inverno” na Frente Noroeste, que defendeu os arredores de Leningrado (São Petersburgo), e serviu na fronteira de Belarus. Um ano depois, tornou-se tenente. Em 1945, somava quase quatro anos sem sair do campo de batalha.

Sua vida mudou radicalmente em fevereiro daquele ano. Já desiludido com o rumo político da URSS, escreveu uma carta a um amigo criticando o governo de Stálin – chamado por ele, ironicamente, de “Chefão”. A correspondência foi interceptada. De acordo com o código penal soviético de 1924, Soljenítsyn era uma “pessoa socialmente perigosa”. Foi preso e condenado a oito anos de reclusão e trabalho forçado.

Parte da pena foi cumprida na charachka, setor onde eram alocados criminosos com formação científica, como Soljenítsyn. A amizade com os colegas intelectuais serviria de base, anos depois, para o romance O primeiro círculo (1968). Porém, quase dois terços da pena foram pagos de fato em um campo do Gulag, onde foi pedreiro e trabalhou com usinagem. Soljenítsyn quase morreu de fome e exaustão. Diante da violência, das privações e da corrupção que presenciou, perdeu qualquer resquício de admiração pelo marxismo-leninismo e retomou a fé cristã. Também foi no Gulag que enfrentou o primeiro câncer. Tirou daquela experiência a matéria prima do romance O pavilhão dos cancerosos (1968). Sua pena terminou em 1953, quando passou a viver no Cazaquistão como exilado.

Beneficiado pela abertura política e pela “desestalinização” promovida por Khrushchev, Soljenítsyn regressou do exílio em 1956. Passou a viver na província de Riazan, a cerca de 200 quilômetros de Moscou. Em maio de 1959, começou a colocar no papel ideias guardadas desde o tempo de prisioneiro e, em 1962, finalmente publicou Um dia na vida de Ivan Deníssovitch, um relato árido do cotidiano no Gulag.

O romance provocou uma comoção nacional e Soljenítsyn se tornou ícone instantâneo da nova literatura pós-stalinista. Foi o escrito decisivo para que o autor receb

Ficha técnica

Autor
Aleksandr Soljenítsyn
Tradutor
Francisco de Araújo, Irineu Franco Perpetuo, Lucas Simone, Odomiro Fonseca, Rafael Bonavina
Idioma original
Russo
ISBN
9786554610025
Ano
2023
Páginas
688
Formato
Brochura
Dimensões
13 x 20 x 4,0 cm
Acabamento
Brochura com orelhas e cinta
Projeto gráfico
Bloco Gráfico
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